quarta-feira, 1 de maio de 2013

Museu de Taxidermia - História ( Devido a grande procura deste profissional e pelo serviço, publico alguns artigos e contatos sobre Taxidermia )


HISTÓRICO - Os candangos que aqui chegaram na década de 50 para construir Brasília foram contemplados antecipadamente. O fato é que antes mesmo da inauguração da capital, o Zoológico de Brasília foi criado. Sendo, portanto, a primeira instituição ambientalista fundada no Distrito Federal. Inaugurada em 6 de dezembro de 1957.
O então presidente Juscelino Kubitschek recebeu de presente do Embaixador da Índia uma elefanta indiana (Elephas maximus) batizada de “Nely”. A elefanta foi o primeiro anima a deixar suas pegadas pelo Parque do Zoológico. Durante 37 anos foi a principal atração do Zoo, dando óbito em 1994, vítima de uma artrose provocada pela idade avançada. Seu esqueleto foi desenterrado em 1998 e preparado em 2006, tornando assim, símbolo dos 50 anos de fundação do Zoológico de Brasília. Hoje o esqueleto de Nely está exposto no Museu de Taxidermia.
Formação do Acervo - O acervo é constituído por itens / peças conservadas por meio do uso de técnicas de conservação diversificada (taxidermia – artística e cientifica; osteotécnica – partes e/ou completas; conservação em via úmida), e confeccionados em laboratório próprio, onde são utilizados materiais biológicos oriundos da própria instituição zoológica e/ou encaminhados por órgãos fiscalizadores ambientais (IBAMA, Centro de Triagem do IBAMA, Batalhão de Polícia Militar Ambiental do Distrito Federal, Policia Civil do Distrito Federal) que por ventura venham a dar óbito.
MISSÃO- A preocupação com a necessidade de um trabalho educativo que procurasse sensibilizar as pessoas para questões ambientais surgiu em 1972, na Conferência sobre Meio Ambiente Humano, realizado pela Organização das Nações unidas (ONU) em Estocolmo, Suécia. A conferência gerou a “Declaração sobre o Meio Ambiente Humano” e teve como objetivo chamar a atenção dos governos para a adoção de novas políticas ambientais, entre elas um Programa de Educação Ambiental, visando a educar o cidadão para a compreensão e o combate à crise ambiental no mundo para tal destacam-se os princípios básicos da Educação Ambiental, sendo eles:
  • Aplicar um enfoque interdisciplinar, aproveitando o conteúdo específico de cada disciplina, de modo que adquira uma perspectiva global.
  • Considerar o meio ambiente em sua totalidade, ou seja, em todos os seus aspectos naturais e criados pelo homem (tecnológico e social, econômico, político, histórico cultural, moral e estético).
  • Examinar as principais questões ambientais, do ponto de vista local, regional, nacional e internacional, de modo que os educadores se identifiquem com as condições ambientais de outras regiões.
  • Insistir no valor e na necessidade da cooperação local, nacional e internacional para prevenir e resolver problemas ambientais.
  • Ajudar a descobrir os sintomas e causas reais dos problemas ambientais.
Diante das considerações, podemos dizer que, a partir de um enfoque crítico, a Educação Ambiental poderá contribuir para a formação de cidadãos conscientes, aptos para atuação sócia ambiental comprometida coma avida e com o bem-estar social, tendo como finalidade:
  • Compreender a existência e a importância da interdependência econômica, social, política e ecológica nas zonas urbanas e rurais.
  • Proporcionar às pessoas a possibilidade de adquirir conhecimentos de valores aplicáveis à proteção e melhoraria do meio ambiente.
  • Induzir novas formas de conduta nos indivíduos e nos grupos sociais a respeito de procedimentos quando se tratar do meio ambiente.
Ainda que pareça óbvio, é nos princípios educacionais que está o “ponto de partida” da compreensão da problemática. Faz se necessário o envolvimento da sociedade, para que esta perceba importância do diálogo como forma de estabelecer princípios com fundamentos educativos e jurídicos, ambos, voltados para a conservação e preservação da fauna e flora.
A educação ambiental aparece como forma objetiva de gerar resultado imediato, principalmente para mudanças de conceitos e valores em relação ao ambiente em que se vive. Através dela, é possível provar que um indivíduo pode, mesmo que isoladamente, contribuir de forma significativa para a preservação do meio, levando em conta que a problemática ambiental não atinge lugares de forma pontual, e sim, afeta a coletividade. Por essa e outras razões, o modelo informal de educação se revela como ação de suma importância para reverter o processo de degradação do meio ambiente.
Neste sentido, determina quais as responsabilidades do poder público e da sociedade na busca da preservação e da mudança de hábitos. A Lei 9.795/1999 institui a Política Nacional de Educação Ambiental. Em seu artigo 1º, define qual é o entendimento do termo educação ambiental. No artigo 2º, descreve sobre as modalidades de educação formal e não formal.
OBJETIVOS:
  • Promover, através de uma ação descentralizada, uma atuação democrática do Museu.
  • Sensibilizar a população para questões relacionadas à preservação do patrimônio cultural, elemento essencial ao fortalecimento de sua identidade e cidadania.
  • Despertar na população o interesse em conhecer e reconhecer a sua cidade, assim como desenvolver uma consciência crítica de sua historia e preservação.
  • Facilitar o acesso da população aos bens culturais, através da divulgação.
  • Democratização do “saber” cultural referente à história preservacionista, proporcionando um referencial para as questões da atualidade.
  • Participação de parcelas da população menos assistidas (como deficientes físicos, alunos da rede pública) nos programas preservacionistas.
  • Desenvolvimento de atividades culturais que promovam o conhecimento, a criatividade e a consciência crítica de seus participantes.
  • Valorização da cultura.
  • Mudança do perfil da instituição museológica, tornando-a prestadora de serviços à população.
CARACTERÍSTICAS DO MUSEU DE TAXIDERMIA
Área do museu:
Total: 179 m2
Edificada: 108,68 m2
Livre: 70,32 m2
Outros Núcleos:
Laboratório de Restauração e Taxidermia: 35 m2
Reserva Técnica: 6,75 m2
Espaço para atividades Museológicas / Museográficas: 76 m2
Da Equipe do Museu de Taxidermia:
Diretor de Museologia – Paulo Franco – Biólogo
Agente de Conservação e Pesquisa – Vinícius Pereira – Biólogo
Agente de Conservação e Pesquisa – Juliana Ribeiro – Artista Plástica
Monitor – Alexandre Barbosa – Médico Veterinário / Taxidermista